sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Quem Tem Coração vai à Roma


Coração um órgão que bombeia sangue ou um símbolo de sentimentalismo? Algo feito de pele, carne, músculo, ou será algo vermelho em forma de manga-rosa? São as mais variadas definições, formas, cores vermelhas, flechas cortadas, ou ainda, algo que traz ao mesmo tempo sofrimento e a esperança. Talvez quando se está na UTI, com vários tubos enfiados, ou máquinas que fazem com que o sangue circule, e pessoas do lado de fora da janela de vidro aos prantos, eclode algo de mais sincero, do que quando, se está em um bar enchendo a cara, por causa de um coração partido. Mas, qual é o direito de desdenhar dos românticos de butique, que passam a vida inteira em busca de uma alma gêmea, daquelas de metades da laranja? Não sei, só sei que tanto os libertos pela doença como os presos do sentimento são filhos do mesmo mal, do tal Coração. Mas, quem seria esse sábio que vos fala? Algum Guru do Amor, um psicólogo ou um padre-conselheiro de mesa de bar? Nada disso, apenas um jovem de seus 20 poucos anos, que viveu pouco de uma longa estrada, no entanto, viveu intensamente cada centímetro, cada palavra e rejeição, nem por isso menos gabaritado para falar de tal arte, que é o amar. Sei que pode achar meias palavras, mas saiba que elas são reflexo da mais intensa vivência, você que está lendo agora, poder ser casado, ficante, solteiro, arranjado, ou até mesmo um coração de pedra, porém saiba que até um coração de pedra ao mesmo tempo que fere algo, despedaça algo de si, uma vaidade talvez, quem sabe algo que muitos esqueceram, o tal sentimento. Apesar de ter condenado até certo ponto os conselheiros de bar, é lá que estão os mais verdadeiros exemplos de quem se deu mal no tal assunto, tem até uns que se gabam de serem os pegadores, embora eu não acredite, pois todo predador um dia ou outro acaba virando caça, cuidado “pegador”. Tenho visto muitos amores, despedaçados ou criados, tudo isso me leva a crer que os jovens estão a cada dia mais desesperados, apesar de suas eternas vidas de “ficar” com este ou aquele, lá no fundo, bem no fundo eles precisam de carinho, acordam sozinhos, beijam, transam, comem ou são comidos, mas acordam sozinhos. Há muito de individual em nossa “épocazinha”, vejo muitos jovens até se vangloriarem de sua liberdade, da busca por independência, mas, o que levam disso? São vitórias vãs? Talvez, sim, quem sabe não, sempre gosto de pensar num talvez, aquele intervalo entre uma negativa e uma afirmação, são nesses pequenos momentos que encontramos a razão de viver, pois não adianta negar, ou afirmar seja lá o que for, mas sentir cada momento como se único, uma gozada, uma punheta ou até um boquete, se não aproveitados ao extremo não passam de atividades recreativas, e creio que ninguém aqui quer ser mais criança. Embora, exista um cara lá de trás bem distante, apesar de presente em nosso dia-dia, que diga que o reino dos céus é das crianças, o céu até que é legal, porém careta, quero um lugar onde o meu amor, minha forma de amar seja aceita, o pai do cara, não é amor? Então por que ficar complicando as coisas? São tantas perguntas, várias respostas, conclusões ou “inconclusões”, mas, todos querem dar pitaco, na minha, na sua, na dele, na nossa vida e assim não rola, até o tal do “Roma” é visto como um gladiador que chega ronda e fere no ponto certo quem não consegue se ajudar, amigos, família quando podem tentam, você mesmo não é bom amigo, afinal? Quem é o tal do criador do “Roma”? Até agora eu não descobri, talvez um dia quem sabe? Você que está lendo poderia me ajudar, serve qualquer informação com endereço, CPF, RG, AMOR? Não, já estou cansado de procurar, se está procurando também, não se magoe ou estresse, afinal não é um coração partido que vai acabar com um fígado alcoolizado.

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