domingo, 16 de janeiro de 2011

Várias Variáveis



O que se esconde nas esquinas de uma cidade? Poderia ter começado esse texto de várias formas, mas o estômago registrou essa frase. A vida marginal que eclode dos becos escuros, a lama que escorre pelos buracos, uma bituca de cigarro no chão tudo isso é arte e da mais pura forma de arte, não aquele tipo que é para ser estudado e registrado em enciclopédias, mas sim sentidos. Olhem que tal sentir uma boa fumaça de cigarro que deve ser até melhor que o ar puro, tão careta em sua escassez, é a alma da rua se manifestando em uma tragada surreal, a mentira se tornando real ou quem sabe desigual na medida que você não sabe encará-la como ideal. Você já sentiu a força que brota do chão de pedras ou quem sabe aquele cheiro de pinche molhado no final de uma noite? Sentir na pele o frio da chuva que tal?, se não sente, não tem problema vai lá fora agora se tiver chovendo se jogue no asfalto deixe ela te molhar, mas lembre-se depois dela, um copo de qualquer bebida quente faz por você o que nenhum remédio ou credo faz lembrar.

O corpo antes frio agora sente o calor da bebida acompanhar todo o percurso que sangue faz em sua rotina, parece que você pode acompanhá-lo em sua viagem, que tal sair para sentir isso na rua ? Olhe lá no fundo da rua quem aparece lá, que figura torta sem rosto é só uma sombra de alguém. Têm um vagabundo com mão no bolso me olhando, chego de bobeira e começo a tragar seu cigarro, ele de boa dá uma risada.

A arte das ruas que loucura mediana horizontal, Nathasha passou por aqui, muito doida derrubou o pó em cima de mim e nem me ofereçeu, levada essa muleka.

Agora com o calor da bebida e a fumaça da tragada, você já esta pronto para sentir a viagem transviada, tudo é trangressão meu irmão, o sexo, a droga e até a religião. E que neura aqui só tem punk cristão.


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